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Pátria que me pariu

Patrícia era pobre e preta
passava pelas pinguelas para
poder preparar o pão.
Pegava pesado,
Passava de pedra em pedra,
nem pestanejava,
precisava pagar a prestação.

Pedro, seu patrão, era patriarcal
e possuía pedras preciosas.
Podia até parecer preocupado
mas para Pedro,
pescar era para os pobres.
Patrão só precisava parecer
pertinente.
Padrão.

Prepotente, Pedro perdeu a paciência.
Pediu para Patrícia priorizar a profissão.

Patrícia preferiu passar pela porta.
Seu peito não pulsava pela pátria
e sim pela poesia.

Para poder progredir é preciso:
Preparação
Perspectiva
Paciência

Paz.

Guiomar Baccin