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Viva Cultura – RIC TV – Entrevista com Guiomar Baccin

Quadro Viva Cultura que foi ao ar no Jornal do Meio Dia em 23 de Maio de 2015, onde Diego entrevista Guiomar Baccin sobre o primeiro lugar no Concurso Nacional Novos Poetas, Prêmio Poesia Livre 2015 e também sobre o Grupo de Artes e Cultura Cosmonautas.

A poesia declamada ao final da entrevista foi pega de surpresa e vale mais no contexto do livro (Conhece-te a ti mesmo), mas aqui está, da página 70:

Olha aqui

Entristece-me que tantos sejam indiferentes
perante tanta indiferença.

Indigno-me com o fato de tantos olharem quem tem mais
com mais admiração

Enquanto outros tem pouco,
quase nada,
mas muito no coração.

Guiomar Baccin

Farândola Cultura – Poliphonias

A faixa 15 do áudio-book é o poema “Meio poesia” de Guiomar Baccin, interpretado por Nicola Gonzaga.
Confira abaixo!

A Farândola está celebrando o lançamento de mais uma obra literária em formato áudio-book. É a coletânea poética: “Poliphonias” que reúne textos, vozes e trilha sonora de diversos artistas, dentre eles: Marco Aurélio Gorgulho Bacha, Flora Holderbaum, Nicola Gonzaga, Joana Knobbe, Luisa Correia Filho, Cândice Guzmán, Zé Amorim, Juniores RodriguesGuiomar BaccinMartin Cohen,Valdemir Duarte, Clara Baccarin, François Muleka, Fê Luz, Telma Scherer, João Amado entre outros. Estamos quase finalizando!

Para ouvir a prévia do projeto clique abaixo:

Celebração

A página está marcada, é hora de escrever. No caminho percebo o contraste dos prédios amarelados com o que é o começo do fim – do dia -, o pôr-do-sol. Uma equipe de roadies trabalha em um sábado a tarde, desmontando uma estrutura. Um pássaro ataca, subitamente, o meu cabelo, com um grunhido descontente. Tenho certeza de que foi um engano. Provavelmente se sentiu ameaçado com a minha passagem por ali, e defendia alguém da sua família. Quando não existe um diálogo argumentativo como no homem, a única arma que se dispõe é seu próprio corpo, sua própria força natural. Duas crianças, uma menina e um menino, aproximadamente cinco e quatro anos de idade, brincam, riem e rodopiam, uma ao redor da outra, cada qual com uma “arminha” que lançava suaves bolhas de sabão. Elas estão atirando amor uma na outra. Beijos, risos, carinho e celebração. Que essa seja a arma do futuro.

Equilíbrio

Equilíbrio

Sinta o equilíbrio da vida!
Sob duas rodas
a trinta quilômetros por segundo no espaço.

O ciclo perfeito, o eclipse.
Criado ou acaso,
círculo ou elipse.
Sinta!

Mesmo o caos parece se encaixar
entre os medos e os instintos.
É possível discutir,
mas não é possível dizer que não se sabe.

Sabemos, ao menos,
que sabemos pouco.
Podem me chamar de louco,
sabe-se lá de onde
vem os sentimentos…