Às vezes fico sem poemas

Às vezes eu fico sem poemas
E saio pela casa procurando algo:
Uma folha dobrada pelo vento,
Um marreco pousando num lago…

É como se eu tentasse ver beleza
Em um rosto meio enrugado,
Um olhar de alteza,
Um grito de amor engasgado…
Olho, escuto e percebo,
Um sussurro sutil do vento,
Um sorriso que me vem brindar…
Não foi folha, marreco, nem rugas,
Foi um grito de amor que, a rasgar,
Sangrou-me, virando poema.

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Poesia publicada no livro Poemas nos Ônibus III
Editora Berthier – Passo Fundo – em 2007.

Autor: PAblo Poetry
Pseudônimo usado: Pablo L. A. Mari
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