A Menina Vida

A vida é uma menina de olhos claros
Do mais tênue tom de azul
Que brinca no balanço da incerteza
Oscilando entre altos e baixos.

Descalça, anda sobre a grama molhada
Do mais vivo tom de verde
Que cresce com o sopro do tempo
Sendo base interpretativa.

Brinca, sobe na árvore
A mesma que segura o balanço
Enraizada na terra onde cresce a grama
Ela admira o lento mergulho do sol no horizonte.

E antes da noite chegar
Toma fôlego pra voltar
Pula, suspensa no ar
Dá liberdade aos seus cabelos dourados
Pra voar uma última vez antes do sol voltar a raiar.

Luiz Felipe M. Santana

2 comentários a “A Menina Vida”

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