Resenha Conhece-te a ti Mesmo & Alma de Águia, Trama de Cordeiro

O autoconhecimento é uma busca de natureza ética. Uma busca de algo que leva o sujeito a ser mestre de si mesmo e, consequentemente, um ser humano melhor.
Neste livro, o leitor é convidado a refletir sobre questões profundas como comportamento, sonhos e paradoxos que, mesmo quando não percebemos, estão presente em cada dia de nossas vidas.
Aliado a essas reflexões, esta obra nos permite uma maior abertura psíquica sobre nós mesmos. Tudo isso com poemas e poesias translúcidas, psicodélicas e épicas.

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Peças

Tambores ruindo,
O raio brilhante,
A órbita perfeita.

O desígnio virando pó,
O acaso renascendo…

As trevas sucumbindo
A aurora sendo invocada.

Ignorância é prelúdio de caos.
Paz é resultado de consciência…

Vivendo aos montes,
Morrendo aos poucos.

Bem vindos ao quebra cabeça da vida.

Guiomar Baccin

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O Princípio

Talvez eu não seja levada a sério.
Não que eu me abale por isso,
Eu apenas registro o que acredito.
E nossas crenças são mais do que religiosas.
Eu não pedi para ser personagem de sua história,
Eu gostaria de ser mais do que isso.
Busco ser autora de uma boa história da humanidade.
Nossos continentes, fronteiras, não nos separam.
E é nisso que eu acredito.
Não vou desistir do bem universal.
Mas o princípio é individual.

Samara Abdul

Ficha técnica:
Autores: Guiomar Baccin
Samara Abdul
ISBN:978-85-7869-192-9
Páginas: 96
Ano de publicação: 2009

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ALMA DE ÁGUIA, TRAMA DE CORDEIRO

 Sim, meu caro Rodrigo, “a vida promove a morte”, todos os dias, a todos os momentos e o contrário não deixa de ser também realidade: a morte promove a vida! Alguns ficam assustados, outros fazem tudo perder o sentido, outros ainda começam a atribuir sentido às coisas quando se dão conta da morte!
“Todas as compreensões já são tardias
É tempo de ação”.
Todos nós temos nosso tempo de espera. Tempo de iluminação, de espera e de ação. O autor não parece querer esperar muito e também não busca a compreensão, ou seja, o que ele sabe é suficiente para agir. O recado nos é passado de forma clara e objetiva: é tempo de ação! A revolta e a vontade de potência estão muito presentes nessa primeira parte do livro, é animador, é vivo!
Ainda nessa primeira parte, uma das poesias que mais me chamou a atenção foi “Dança da noite”. Não consegui identificar com precisão quem é o personagem, mas é de fácil entendimento (pelo menos o meu) que um ser acima dos mortais, um ser vil, está dialogando, ou monologando, como preferir, com um ser comum, um mero mortal e, para ele, ela será apresentada a morte, com uma justificativa muito convincente.
No começo da segunda parte está uma dialética do não contentamento, o tédio aparece como a morte dos que realmente vivem e não daqueles que estão apenas vivos. Esse descontentamento emerge como uma vertente para o novo passo, que é fazer algo.
“Poesia egoísta” não é tão egoísta assim. O poeta sabe que, ao findar seu escrito, esse não mais o pertence; pertence ao leitor. Ao mesmo tempo que o autor se entrega a poesia, também dá dicas para que essa não faça seu autor sofrer. Muito interessante essa parte!
Logo após a contemplação da vida, o saborear do dia a dia, da paz. Chama a atenção a constante mudança, de humor, do que importa. Fico com a impressão de que quem escreve vem vivendo por muito, muito tempo. O esforço vale a pena!
Como diz o autor, a obra é dividida em cinco parte e esse livro trás as duas primeiras. Certamente recomendo a leitura e esperarei ansiosamente as partes que ão devir (com o perdão do trocadilho).

Ficha técnica:
Livro: Alma de águia, trama de cordeiro
Autor: Rodrigo Luis Mingori
Editora: Medusa
Ano de publicação: 2012
ISBN: 978-85-64029-01-9

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Espero que tenham gostado das duas resenhas!

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