Sementes de angústia

No solo infértil do meu coração
Plantava esperanças e sonhos
Mas nada florescia
Fosse com música, fosse com poesia

Um solo fraco
Regado a álcool
Que sem ver a luz do dia
Estava angustiado e sem energia

Sem recurso nem cuidado
O capim crescia para todo lado
Mesmo desacreditado e sem um pingo de sorte
Ia à procura da semente mais forte

Plantei a semente do amor
E a cuidei noite e dia
E mal acreditava
Quando aos poucos ela crescia

Ao vê-la tomando conta do jardim
Enfim podia me orgulhar
Contemplar sua beleza
Me causava bem estar

Mas da noite pro dia
Acordei com uma surpresa
Vendo a flor arrancada
E pisoteada a sua pureza

E cheio de pesar
Vejo-me novamente rodeado por capim
Pois se colhe o que se planta
E só vejo dor nesse jardim

Felipe Daltoé

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