Crianças e a negação

Crianças sendo abortadas já grandes,
o futuro mais provável é a sarjeta,
num terreno baldio ou numa gaveta.

Crianças pedintes no calor das tardes,
tarde da noites, sem alimentos,
com a barriga vazia vai dormir no relento.

Crianças comendo pelas calçadas,
pessoas mudando pro outro lado da via,
ninguém se dispõe a ajudar,
preferem desviar as pernas e o olhar,
pois a sociedade tem nojo do que ajudou a criar.

Políticos calados diante do caos,
mães a procura de seus filhos,
filhos a procura de seus pais.

Nada falavam, nada viam e nem ouviam,
mas todos sabiam que o direito dos pequenos coibiam,
e por isso fingiam. Viva a hipocrisia!

Eliezer A. de Oliveira

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