O beijo

De tão ausente e distante
Sem mais textura, nem tempo
Dormindo frio ao relento
Matou de espera o amante

Assim com a pele rasgada
Sentiu que nada sentia
De tudo que a boca sabia
Ao desejo nada adiantava

Em pensar que de loucura
Um dia incendiou a face
Que agora é rubro disfarce
Do beijo que lhe tortura

Ana Oliveira

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